Gazette Thalassa nº 6 (setembro de 2009 )Caras pacientes, O regresso às aulas é um pouco um ano novo que começa. É sempre uma perspectiva entusiasmante. Apetece reinventar o quotidiano, sacudir a rotina e os velhos hábitos. Apetece também explorar novas direcções, experimentar novos tratamentos, implementar novos protocolos. Não resisto pois ao prazer de vos apresentar dois novos tratamentos que irão brevemente completar o arsenal terapêutico da Clínica Thalassa: a lipólise, com ultrasons focalizados ( tecnologia HIFU : Hight Intensity Focused Ultrasound ) e a técnica de rejuvenescimento com L.E.D (Light Emitting Diode) Iremos proceder ao tratamento de lipólise com ultra-sons graças à tecnologia ULTRASHAPE ( aparelho também chamado liposhaper ) . Esta permite concentrar os ultra-sons num ponto preciso do corpo. A potência assim obtida permite destruir as membranas dos adipócitos (é este mesmo princípio que permite, por exemplo, desfazer os cálculos renais quando são efectuados tratamentos de litotripsia com ultra-sons. Um sistema de acompanhamento e de indicação óptico permite levar a cabo um tratamento seguro e homogéneo e não deixar concentrar duas vezes os ultra-sons no mesmo ponto. Quando os adipócitos rebentam, as gorduras armazenadas nas células são despejadas no meio extra-celular. Põe-se então em funcionamento todo um sistema de limpeza da zona, e as gorduras são levadas para o fígado. É aí que compreendemos quão importante é a dieta alimentar: as gorduras mobilizadas precisam de ser oxidadas, caso contrário irão depositar-se noutras partes do corpo. O nome de “ Lipoaspiração não invasiva” que foi dado a essa técnica parece-me improprio porque , na lipólise com ultra-sons focalizados , não ha aspiração das celulas de gordura destruídas no exterior do corpo . Tentaremos, na medida do possível, propor preços acessíveis, tendo em conta o pesado investimento inicial e o elevado custo dos consumíveis aquando dos tratamentos. A tecnologia L.E.D. não é nem um laser nem uma luz pulsada. É uma luz fria com comprimento de onda de 590 mm, sem efeito térmico. O ponto de impacto desta radiação é a mitocôndria celular, ou seja o organelo responsável pela produção de energia celular. Quando se efectua um tratamento com L.E.D., aumenta-se fortemente a formação de ATP, isto é a quantidade de energia disponível na célula para efectuar a síntese de colagénio e de elastina. É, de alguma forma, um meio para se recarregarem as baterias celulares. Compreende-se, desde já, o partido terapêutico que se pode tirar deste aparelho. Nos tratamentos de combate ao envelhecimento do rosto, estimulam-se as fibroblastas para que estas produzam as diversas componentes de sustentação cutânea. A realização de uma sessão de L.E.D., imediatamente após um tratamento, permite maximizar o impacto e o resultado. Podemos pois associar o L.E.D. ao mesolift, à radiofrequência, à plasmoterapia, ou então utilizá-lo em sessões próximas umas das outras. Actualmente, estamos a estudar a forma de o integrar no protocolo de tratamento de estrias. Estes equipamentos não são escolhidos de forma aleatória. Por entre as dezenas de máquinas que surgem todos os anos, as nossas preferências vão sempre para aquelas cuja eficácia ficou comprovada através de ensaios clínicos controlados, mesmo se o preço se nos afigura excessivo. Tomar decisões é por vezes difícil, e implica longas horas passadas a estudar literatura médica ou a trocar informações com os nossos colegas médicos. Esperamos, deste modo, poder continuar a propor às nossas pacientes os tratamentos melhor adaptados ao seu caso. Dr Pierre Baysset |
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