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Doenças e Alimentação : Uma ligação indiscutível.

A alimentação pode estar na origem e na cura de várias doenças ligadas à alteração do sistema imunitário e às inúmeras moléculas artificiais acrescentadas estes últimos anos.

O Dr. Seignalet foi um médico francês, docente da Faculdade de Medicina de Montpellier, biólogo e imunologista, que dirigiu durante mais de 30 anos o laboratório de Histocompatibilidade de Montpellier. Pioneiro do transplante renal, orientou as suas pesquisas, desde 1985, para a Nutriterapia. Desde há 20 anos estava convencido da extrema importância da nutrição em inúmeras doenças. Foi autor de mais de 230 publicações científicas em língua inglesa e francesa. Faleceu a 13 de Julho de 2003. Seguia regularmente, nesse momento, 2500 pacientes no quadro das suas pesquisas.

A hipótese científica: o intestino delgado Dados recentes informam-nos que o intestino de pessoas portadoras de doenças inflamatórias crónicas (polipose naso-sinusal, espondilartrite, esclerose, doença de Crohn e rectocolite hemorrágica, entre outras), apresentam uma inflamação crónica do intestino, na maioria dos casos sem sintomas. Enquanto as pesquisas científicas se interrogam sobre os factores ambientais que explicam a produção de anticorpos nas doenças autoimunes, o Dr. Jean Seignalet expõe a zona crítica: o intestino. Efectivamente, neste órgão, uma única camada fina de células separa a circulação do sangue de milhares de bactérias e do bolo alimentar em fase de digestão. Com o efeito da inflamação, o intestino, responsável pela assimilação e verdadeiro filtro, vai deixar passar certas moléculas que não deveria. Os factores suspeitos desta inflamação crónica mais ou menos assintomática são vários: 1-Alimentação; 2-tóxicos (álcool, pesticidas, químicos, antibióticos, antinflamatórios, conservantes ...); 3-qualidade da flora intestinal; 4-Genética. Na alimentação, seriam os lacticínios e o grande consumo de proteínas animais os mais habitualmente suspeitos, também nomeadamente quanto a riscos de cancro, diabetes, osteoporose, doenças cardiovasculares.

Todos estes factores interagem entre si para explicar a inflamação intestinal. Esta inflamação é responsável pela alteração das capacidades da mucosa intestinal em filtrar, deixando passar para o sangue moléculas que não passariam normalmente. Resumindo, estas moléculas vão interagir com o sistema imunitário de certos indivíduos, provocando uma reacção final com produção de anticorpos que atacam os próprios componentes do organismo. Existe, ainda, o fenómeno de acumulação destas toxinas nos órgãos. A lista de doenças que podem ser assim explicadas é vasta: Lupus, fribromialgia, doença de Crohn, doença de Hashimoto, spondilatrite anquilosante, poliatrite reumatóide, rectocolite hemorrágica, alergias, asma e muitas mais, sempre que possa haver alteração do sistema imunitário e acumulação de toxinas no organismo. A assinalar também a eficácia desta teoria em algumas doenças neurológicas: autismo, esquizofrenia, depressão, Alzheimer.

A aparição da doença

A doença resulta da complexidade das interacções entre a natureza das moléculas que penetraram anormalmente, a genética - nomeadamente o tipo dito HLA do indivíduo - , e a alimentação. Por essa razão, as pessoas desenvolvem doenças em tempos e intensidades distintos. A alimentação moderna, nomeadamente através das inúmeras moléculas artificiais introduzidas pela indústria química, seria a principal causa da inflamação crónica. Note-se também as moléculas responsáveis pela poluição do ar (plásticos e estofos de um automóvel novo, por exemplo), que podem contaminar o organismo e explicar alergias, intolerâncias, etc... No livro do Dr Seignalet, é apresentada uma extensa teoria ligada à rápida evolução da alimentação do homem nos últimos 10000 anos. Certos alimentos não são aparentemente compatíveis com o nosso organismo, sobretudo quando são concebidos em fábricas, e com químicos acrescentados. É muito provável que a genética do caçador-recolector paleolítico não tenha tido tempo de se adaptar à alimentação moderna. Desta inadaptação, segundo o autor, resulta a explicação de inúmeras doenças modernas.

A nutrição Seignalet

A dieta deste imunologista é chamada de dieta ancestral ou dieta Paleolítica ou, ainda, regime hipotóxico. Consiste, em resumo, na supressão do leite animal e dos produtos derivados do leite, do glúten e dos cereais (centeio, trigo, aveia, milho etc.), excepto o arroz, o sésamo e o trigo negro. Deverá consumir-se a maior quantidade possível de produtos da agricultura biológica (sem químicos), utilizar óleos obtidos pela técnica da primeira pressão a frio, como o azeite extra virgem, e evitar a preparação dos alimentos a altas temperaturas (grelhados, assados). Na sua prática de médico e ao longo dos últimos anos, a nutrição Seignalet foi aplicada a mais de 115 doenças e 91 destas apresentaram reacções favoráveis.

Mais informações em www.seignalet.com.

Thalassa - Clinica Medico Estetica Av. 5 de Outubro , 104, 3o Andar Lisboa
Tel : 21 797 21 75 / Tm : 93 346 89 06
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